Enquanto atentos a um mercado de
trabalho em constante evolução e transformação, torna-se necessário conhecer
melhor os factores de risco a que as nossas actividades estão associadas, no
sentido de sensibilizar os nossos alunos, os nossos trabalhadores, as nossas
organizações num todo, tendo como objectivo preparar para o futuro, criando
condições para evitar esses riscos, antecipando e prevenindo situações que
possam afectar a segurança e saúde de todos.
A Directiva 89/391/CEE
de 12/06, transposta para o direito interno português, através do D.L n. 441/91 de
14/11, JÁ OBSOLETO, RECTIFICADO pelo DL
102/2009 constitui o documento que serve de
referencial fundamental para a política
de gestão da segurança e saúde do trabalho nas empresas em todos as formas de
actividade , incluindo os serviços, nomeadamente os servi os públicos.
De acordo com a Lei 102/2009, a definição de Perigo e Risco traduz-se da seguinte forma:
g) «Perigo» a propriedade intrínseca de uma instalação, actividade, equipamento, um agente ou outro componente material do trabalho com potencial para provocar dano;
h) «Risco» a probabilidade de
concretização do dano em função das condições de utilização, exposição ou
interacção do componente material do trabalho que apresente perigo;
Todas as actividades tem o seu
perigo que quando expostas a um factor de risco ou a situações perigosas podem
dar origem a um risco que se não for previamente detectado analisado e prevenido,
pode dar origem ao acidente que através de um evento detonador por sua vez dá
origem ao dano, que pode ter maior ou menor consequência sobre o trabalhador, a
família, os colegas e a empresa.
CINCO PASSOS PARA AVALIAÇÃO DE RISCO
CINCO PASSOS PARA AVALIAÇÃO DE RISCO
As etapas para avaliação dos riscos tem por objectivo
ajudar a fazer uma correcta avaliação dos riscos de saúde e segurança.
Uma avaliação de riscos
é um passo importante para proteger os trabalhadores e as organizações, para além de
ser um item obrigatório de cumprimento legal ( Dec. Lei 102/2009). Este tipo de
avaliação, tem como objectivo a assertividade na avaliação de riscos, na medida
em que ajuda a concentrar-te sobre os riscos que realmente importam no teu
local de trabalho, nomeadamente permite detectar aquele tipo de risco com o
potencial para provocar danos. Muitos dos casos são resolvidos com medidas simples
para controlar os riscos, por exemplo, ao garantir que os derrames de óleo são
limpos imediatamente (dando como exemplo uma oficina de mecânica) de modo a que
as os trabalhadores não escorreguem, ou por exemplo manter as gavetas do armário fechadas para garantir que
as pessoas não tropecem nelas. Para a muitos isto significa medidas simples,
baratas e eficazes para garantir que seu activo mais valioso – sua força de
trabalho – está protegido.
Uma avaliação de risco é
simplesmente um exame cuidadoso á actividade desenvolvida na organização, de modo
a analisar ao pormenor o que poderia causar danos às pessoas, para que possam ser
analisadas e tomadas precauções suficientes
de modo a evitar danos. Os trabalhadores
e outras pessoas que de certa forma podem estar sujeitos aos perigos e riscos
da actividade, têm o direito de ser protegidos contra danos causados por uma
falha daí que há que tomar medidas de controlo razoáveis (Decreto Lei 102/2009)
Com isto não quer dizer
que sejam eliminados todos os riscos, pois isso é quase utópico, no entanto é
necessário proteger as pessoas, o mais razoavelmente praticável.
Esta forma de avaliar os
riscos – Através das cinco etapas, não é a única, no entanto, tem funcionado de
forma eficaz nas nossas organizações.
Como avaliar os riscos
no local de trabalho
Cinco etapas para avaliação de risco:
1. Identificar os Perigos e riscos inerentes á actividade
2. Identificar quem está sujeito a esses perigos e riscos e como pode ser afectado
3. Avaliar e classificar o risco e formas de prevenção
4. Registo e Implementação da avaliação e das formas de prevenção do risco e
implementação das actividades de prevenção
5. Controlo e avaliação da implementação das etapas anteriores.
Não complique o
processo. Na maioria das organizações, os riscos são bem conhecidos e as
medidas de controlo necessárias são fáceis de aplicar.
Neste primeiro passo há que analisar a actividade em si, e tentar
perceber quais os passos que são dados que podem provocar o dano.
Após analisar identificar e avaliar os perigos e riscos associados á
actividade h+a que os registar em documento próprio e implementar nos postos de
trabalho.
As pessoas mudam, as
actividades modernizam-se, os locais de trabalho evoluem… o nosso plano de
avaliação de riscos tem também de mudar com a organização.
Aos meus alunos:
Custou descrever as etapas? Perceberam o que quiz dizer?
Não é dificil se voces se concetrarem naquilo que estão a fazer.
Há Dúvidas?
ETAPA 1
Identificar
os riscos
Neste primeiro passo há que analisar a actividade em si, e tentar
perceber quais os passos que são dados que podem provocar o dano.
Quando trabalhamos na mesma actividade dia após dia, facilmente descuramos
alguns dos perigos e riscos.
Identificar aqueles que são importantes é provavelmente uma forma de
prevenir muitos dos acidentes de trabalho, danos ou lesões corporais.
- Analisar com cuidado a actividade profissional em si, o posto de trabalho e a forma de actuação do trabalhador, tendo o cuidado de perceber o que realmente pode provocar o dano na actividade que está a desenvolver.
- Perguntar aos colegas que estão a exercer a actividade o que pensam, quais as dificuldades que sentes e a que riscos é que acham que estão mais expostos.
- Procura informação relativa ao tipo de riscos a que o trabalhador está exposto para mais facilmente poderes fazer uma análise .
- Analisar as instruções dos equipamentos, de matérias perigosos se houver, bem como todas as instruções de trabalho inerentes á actividade a realizar.
- Analisar registos de acidentes, incidentes, doenças profissionais que existam, decorrentes da actividade que estão a analisar.
Atenção aos riscos que podem surgir a longo prazo e que afectam a saúde
humana, nomeadamente dos decorrentes de
fontes de exposição ao ruído, poeiras, entre outros.
ETAPA 2
Quem é que está sujeito
ao risco e como?
Para cada risco deve ser verificado
quem está sujeito a esse risco e como. Não se pretende aqui fazer uma listagem
com os nomes dos trabalhadores , mas sim identificar as pessoas, ou grupo de
pessoas sujeitas, como por exemplo, se são transeuntes, se trabalham num armazém,
as idades e sexos… analisar os grupos de risco por assim dizer é o objectivo
desta etapa.
Em cada caso, deve ser identificada
a forma como podem ser prejudicados, nomeadamente o tipo de lesão ou dano. Por
exemplo a postura de trabalho de um mecânico automóvel, que nem sempre e a mais
correcta, e as horas que passam nessa posição pode provocar determinadas lesões
nomeadamente muscoesqueléticas.
Alguns trabalhadores têm
requisitos específicos, nomeadamente a idade, sexo, a sua saúde (grávidas ou
pessoas com deficiência), que no seu caso particular podem ter um risco
acrescido e que deve ser devidamente identificado, analisado e prevenido.
É necessário ter também em
conta nesta análise situações que normalmente não sejam permanentes, nomeadamente,
produtos de limpeza daquele espaço que possam fazer reacção com alguns dos
produtos necessários ás actividades. Visitantes, prestadores de serviço,
técnicos de manutenção, bem como outras pessoas ou situações não habituais que
podem ser prejudicados ou podem prejudicar a actividade em análise.
ETAPA 3
Avaliar os riscos e decidir
sobre as Medidas de Prevenção a tomar
Depois de analisar os perigos, identificar os riscos, há que procedera
ás medidas de prevenção a adoptar para cada um deles.
De acordo com o Decreto Lei 102 de 2009, o empregador deve tomar todas
as atitudes necessárias á protecção dos trabalhadores, no decorrer da sua
actividade profissional.
Para fazer isso há que analisar todas os pontos, não esquecendo a forma
como está o trabalho organizado.
Há questões que podes fazer para ter a certeza de como garantir a
segurança do trabalhador.
Apesar de saber que existem factores que dificilmente garantam a eliminação
do perigo a cem por cento, podemo-nos questionar de que forma posso me livrar
do perigo?
Quais os riscos a que estamos sujeitos e os respectivos danos e sua
gravidade?
Quando o estamos a controlar os riscos devemos ter em atenção todas as
possibilidades, nomeadamente:
- Reduzir o risco da actividade, através de uma operação menos arriscada, por exemplo, utilizar um determinado produto menos perigoso que outro, ou utilizar uma máquina num modelo mais recente que reduz o risco da actividade.
- Impedir o acesso ao perigo, por exemplo por pessoas não necessárias á realização da actividade.
- Organizar o trabalho de forma a reduzir a exposição ao perigo
- Utilização de protecção colectiva e individual de modo a proteger os trabalhadores e envolvente.
- Adequar as instalações á actividade a desenvolver , por exmplo, na utilização de produtos químicos ter sempre um lava olhos perto do trabalhador, caso haja contaminação para limpar.
- A ausência de uma simples protecção, pode sair muito cara em caso de acidente.
- A envolvência de todos os trabalhadores é importante para a realização de uma actividade segura e confiante.
ETAPA 4
Registo e Implementação da avaliação de riscos
Após analisar identificar e avaliar os perigos e riscos associados á
actividade h+a que os registar em documento próprio e implementar nos postos de
trabalho.
Ser simples e assertivo na exposição destes itens permite uma rápida e
fácil compreensão por parte dos trabalhadores, o facilita a sua implementação.
A avaliação de riscos quer-se adequada á organização, não perfeita,
porque se for demasiado perfeita, provavelmente não será de todo implementada.
Com a avaliação feita devemos ser capazes de:
- Demonstar que foi feita uma verificação e análise do posto de trabalho adequada.
- Que foram identificadas todas as pessoas que possas ser afectadas
- Que foram tratados os perigos significativos tendo em conta o numero de pessoas envolvidas
- Que as precauções a tomar são razoáveis o risco remanescente é reduzido.
- Que todos os trabalhadores do processo estiveram na análise de risco.
Muitas das vezes temos de implementar muitas alterações/melhorias para
garantirmos a eliminação ou redução do riscos, o que implica que por vezes seja
utópico para as organizações o fazerem.
Há pois que ter um bom senso, e elaborar um plano de cações que o
permita fazer de uma forma razoável á medida das possibilidades das
organizações e gravidade da situação.
Um bom plano de acção pode ter em consideração alguns dos seguintes
itens:
- Algumas das melhorias, podem ser feitas de forma mais barata, simples e rápida, podendo algumas das vezes ser uma solução temporária mas que de certa forma reduza o risco e proteja o trabalhador.
- Ter em atenção de optar por soluções a longo prazo, dos riscos cujas consequências sejam gravosas para o trabalhador tanto a nível de acidentes de trabalho como para a saúde do trabalhador.
- A formação dos trabalhadores é muito importante. Por vezes basta este item para prevenir o risco no posto de trabalho. Há que proporcionar formação aos trabalhadores e registar essa mesma formação. De acordo com Decreto-Lei 102/2009 este é um requisito legal.
- Priorizar responsabilidades e graus de importância e gravidade.
ETAPA 5
Controlo e avaliação dos riscos
As pessoas mudam, as
actividades modernizam-se, os locais de trabalho evoluem… o nosso plano de
avaliação de riscos tem também de mudar com a organização.
Foi implementado, deve ser
avaliado, deve ser verificada a sua implementação, deve ser rectificado se
necessário…
Esta revisão deve ser
contínua, pelo menos anual ou sempre que se verifique qualquer alteração na
estruturação da actividade.
Há sempre umas melhorias que
podemos fazer, há sempre uma alteração numa actividade ou na forma de a
realizar… há sempre um trabalhador a mudar de posto de trabalho, o que pode
mudar a perspectiva do risco…
A avaliação do risco não é
estática, mas deve ser sim dinâmica e contínua.
Aos meus alunos:Custou descrever as etapas? Perceberam o que quiz dizer?
Não é dificil se voces se concetrarem naquilo que estão a fazer.
Há Dúvidas?


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Não senhora professora, não era difícil, apenas existe muita informação e selecionar o mais importante é que se torna complicado, obrigado pelo esclarecimento.
ResponderEliminarDavid Monteiro nº40
Olá David..
EliminarSim existe muita informação, mas daí é que vocês têm de perceber e saber interpretar. Isto tentou ser apenas uma ajuda. Mas que com o tempo também com a vossa ajuda se pode completar.
Hoje ainda quero ver se termino os tipos de Riscos.
Beijinhos
E bom resto de Domingo